Acessibilidade em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI)

O Brasil sempre foi referência por ser constituído de uma população predominantemente jovem, porém, este quadro vem mudando com o envelhecimento destas pessoas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), 12,34% da população brasileira possui mais de 60 anos, o que corresponde a 23 milhões de pessoas, sendo 43,74% homens e 56,26% mulheres. Em 1991 essas pessoas representavam 9,1% do total e estima-se que em 2025 aproximadamente 14% da população brasileira será composta por idosos.

Naturalmente, ao longo da vida, o corpo humano começa a debilitar-se e começam a surgir condições que reduzem nossa mobilidade. Com o aumento do número de idosos no Brasil cresce a necessidade de um replanejamento das políticas públicas, o que pode evitar problemas futuros com os gastos previdenciários e auxiliar na organização social e projetual dos espaços e equipamentos urbanos.

No caso de uma ILPI – Instituição de Longa Permanência para Idosos (antes denominada de Asilo), além da barreira física, a gestão deve promover a eliminação das barreiras socioculturais, incluindo estes indivíduos que por muitas vezes tem suas necessidades negligenciadas e se omitem da convivência na sociedade.

No projeto de uma ILPI devem ser observados vários documentos, como, por exemplo, o Regulamento técnico da ANVISA, o Estatuto do Idoso, a NBR 9050/2004 e o documento de atenção à pessoa idosa do Ministério da Previdência Social (MPAS).

Utilizamos estas referências para analisar a acessibilidade em uma ILPI particular na cidade de Natal – RN, onde é possível ter noção de projeto para um lugar assim. Vocês podem conferir essa análise a seguir.

Portas e Janelas

As portas dos dormitórios possuem vão inferior a 80 cm, dimensão mínima exigida pela NBR 9050, pela ANVISA e pelo MPAS. As portas possuem cor contrastante em relação à parede adjacente, mas não existe luz de vigília sobre a guarnição superior. O travamento é simples, sem uso de trancas ou chaves e a maçaneta da porta encontra-se no padrão recomendado pela ANVISA, estando a 6 cm de distância da abertura da porta.

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Mapas táteis

Ao chegar pela primeira vez em um ambiente procuramos identificar rapidamente todos os elementos que o compõe. Se nós (videntes) vamos ao banco, por exemplo, identificamos logo os caixas eletrônicos do auto-atendimento, com as informações de utilidades específicas (saque, depósito, transferência), a entrada para o caixa e demais portas secundárias. Para uma pessoa com deficiência visual esse reconhecimento será diferente, principalmente se ela estiver sozinha. O piso tátil facilitará o deslocamento e guiará até o atendimento ou caixa eletrônico, mas como saber para qual direção está cada um?

Para auxiliar uma pessoa com deficiência visual a orientar-se nestes casos é importante que sejam disponibilizadas sinalizações como os planos e mapas táteis, facilitando sua primeira referência espacial do local. Estes recursos permitem que a pessoa identifique a direção de cada setor e consiga seguir pelo piso tátil na direção desejada.

Os mapas podem ser utilizados por pessoas cegas ou com baixa visão (normalmente também  incluem-se os idosos) e, para isso, é necessário que eles sejam acessíveis a ambas, com informações em alto relevo combinadas a fontes grandes e contrastantes, facilitando a leitura.  É interessante que o mapa tátil seja de fácil interpretação, intuitivo e direto.

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Acessibilidade em: Eventos para idosos, cuidados na escolha do local

Nos dias 11 e 12 de agosto de 2011, no Centro de Eventos do Hotel Praiamar, ocorreu a III Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Natal-RN. O evento foi promovido pelo Conselho Municipal do Idoso (CMI) em parceria com a Prefeitura do Natal, através da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas). Contou com a participação de 200 pessoas, em sua maioria idosos. Continuar lendo