Ação “Multa Moral” em João Pessoa

A 1ª Ação Social “Multa Moral”, promovida pelo Laboratório de Pesquisas em Acessibilidade e Ergonomia – LacErgo, do curso de Design de Interiores da FATECPB foi um sucesso e chamou a atenção de várias pessoas que passavam pela orla do Cabo Branco no sábado (20/09/14).

Alunos, professores e amigos da causa circularam por um trecho da orla em busca de sensibilizar e conscientizar os motoristas que paravam nas vagas reservadas. Quando percebiam a falta do cartão credencial que dá direito à utilização das vagas, o grupo cantava, fazia barulho e explicava a causa do movimento. Algumas pessoas manifestaram gratidão, destacando que ainda falta muito respeito por parte dos motoristas e outras saíram da vaga e ainda receberam brindes e sorrisos. Os motoristas que continuaram desrespeitando a vaga receberam uma Multa Moral, fixada no painel do seu carro. Também houve movimento para agradecer aos motoristas que paravam na faixa de pedestre, estes também ganharam brindes e palmas. Ficamos com a vontade de expandir o movimento para outros lugares e estabelecimentos, os próximos serão divulgados em breve, sendo esperando um número maior de adeptos e apoio à causa.

Para quem quiser continuar esta prática pode adquirir o bloco das multas, que estão sendo distribuídos pelo LacErgo, na Coordenação de Design de Interiores e Arquitetura e Urbanismo, Bloco F, da faculdade IESP/FATECPB.

Neste post você pode ver como retirar sua credencial, caso precise das vagas mas não tenha o cartão ainda: Credenciamento para uso das vagas exclusivas

Larissa Santos

I Encontro de Acessibilidade na Prática

Imagem Banner do Evento

Acontecerá, entre os dias 18 a 20 de março de 2015, o I Encontro de Acessibilidade na Prática realizado pelo Laboratório de Pesquisas em Acessibilidade e Ergonomia – LacErgo, dos cursos de Design de Interiores e Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Tecnologia da Paraíba – IESP/FATECPB.

O evento tem o objetivo de estimular a pesquisa nos temas de acessibilidade e desenho universal, apresentando conteúdos relacionados às pessoas com deficiência e a importância deste conhecimento na elaboração de um projeto de espaços, equipamentos e mobiliário acessível. O encontro contará com duas etapas: teórica e prática, nas quais os participantes terão a oportunidade de conhecer e aprender a lidar com dificuldades de pessoas com deficiência e, logo após, colocar em prática o que vivenciou, estando mais apto a desenvolver com criatividade um projeto inclusivo para todas as pessoas.

O evento pretende, ainda, como uma das ações do LacEergo, deixar para a comunidade um espaço inclusivo, que possa ser desfrutado por alunos e funcionários com e sem deficiência. Este espaço será contemplado por um Parklet acessível, a ser instalado em uma das áreas da FATEC/PB, que poderá ser estendido, futuramente, para demais áreas da cidade.

Inscrições no link: Inscrição

Confira a programação: Continuar lendo

Carnaval para todos: um dia que faz a diferença

Ontem, dia 5 de fevereiro de 2013, aconteceu o desfile do Bloco Portadores da Folia. A concentração começou por volta das 15h00 e o bloco saiu às 16h30 arrastando muitos foliões animados. A Banda Acredite, formada por componentes do Centro de Atividades Especiais Helena Holanda,  animou os foliões no local de concentração, na Avenida Cabo Branco. E a banda Tuaregs agitou durante o percurso no trio elétrico, que foi até a Praia de Tambaú.

Este ano, o tema do bloco foi a “Cultura Popular na Alegria do Carnaval”. A ideia foi resgatar brincadeiras, danças e músicas dos antigos carnavais. Foram distribuídas máscaras, produzidas pelo Núcleo de Vivência e Artes da Funad, e todas as coordenações trabalharam para garantir a organização e segurança dos foliões. (Funad)

Pessoas com e sem deficiência desfilaram com animação igual. Foi muito contagiante ver a alegria nos olhos de pessoas que estão cansadas de sair de casa com tantos obstáculos e preconceitos que ainda passam, mas que encontraram neste evento motivos para sorrir, dançar e pular à toa, bem distante dos seus lares.

Cadeirantes, cegos, pessoas com deficiência intelectual, surdos… Todos entraram em um só ritmo e acabaram puxando transeuntes que começaram olhando o desfile e só pararam de pular na praia de Tambaú, junto a todos os foliões.

Todos precisam de acessibilidade para trabalhar, estudar e, é claro, para se divertir. Muitos esperam o ano inteiro por esse dia, se preparando para ser rainha ou rei do baile, fazendo suas fantasias e aprendendo a cantar o hino do Bloco. Não há como pensar que aquele foi mais um dia de carnaval, mais um desfile, mais um investimento de verba pública desnecessária (como muitos amam pigarrear), mas, sim, que aquele dia garantiu alegria para sustentar o sorriso no rosto de muitas pessoas por outros dias de suas vidas. Sorriso, este, que você não percebe que emite enquanto sobe degraus, trabalha e atravessa ruas, pois pequenos detalhes só tornam-se perceptíveis ao encontrar dificuldade para realizá-lo.

Abaixo, nossa galeria de fotos desse dia tão maravilhoso. E deixo nosso convite a todos para o próximo ano, já estamos aguardando 🙂 Continuar lendo

Lazer para todos

No último sábado (15) aconteceu a abertura do projeto Acesso cidadão – ao lazer, esporte, arte e cultura, na praia do Cabo Branco em João Pessoa – PB. O projeto vem com o objetivo de integrar e promover o acesso das pessoas com deficiência à atividades de lazer como entrar no mar e curtir uma boa praia. As pessoas podem entrar no mar por meio de 13 cadeiras anfíbias, dois caiaques adaptados e duas pranchas de surf também adaptadas, além de se divertir com handbikes, dois kits de bocha e um kit de vôlei sentado.

Fruto de uma parceria entre Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Planejamento (Seplan), a Fundação Casa José Américo, a ONG Assessoria e Consultoria pela Inclusão Social (AC Social) e a Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), o evento recebeu muita gente disposta a se divertir ao som da Banda Acredite e participar das atividades oferecidas.

Essas atividades acontecerão durante todo verão, nos dias de sábado, das 7h às 12h, em frente à Fundação Casa de José Américo, na praia do Cabo Branco.

Tudo é monitorado e realizado por profissionais e voluntários treinados. Para ser voluntário basta ir até lá com interesse e se inscrever. Você receberá treinamento e participará ativamente desses dias de verão.

E é claro que nós, do Paraíba se Barreiras, estivemos lá para conferir (A Fábia Halana até deu uma palavrinha nesta matéria que pode ser lida no link: matéria). Anime-se e não perca essas manhãs super divertidas.

A seguir, algumas fotos que registramos para vocês 🙂 Continuar lendo

Barreiras atitudinais

Segundo o consultor e autor de livros de inclusão social Romeu Sassaki em um de seus textos destaca a classificação didática da acessibilidade em seis dimensões. Entre elas, está acessibilidade atitudinal, ou seja, um meio “sem preconceitos, estereótipos, estigmas e discriminações nos comportamentos da sociedade para as pessoas que têm deficiência” (Sassaki, 2009). Mostrando que a acessibilidade vai além das questões físicas e comunicacionais.

É de suma importância atentar o modo em que a sociedade trata a pessoa com deficiência. Historicamente, percebemos um viés preconceituoso e assistencialista na atenção a esse público, o que reduz muitas vezes as chances de desenvolvimento de atividades diárias, de inserção no mercado de trabalho, entre outros direitos básicos. Vimos, também, que a sociedade, ao rejeitar as pessoas com deficiência, fez com que elas começassem a introjetar isso nas suas concepções, consequentemente tinham vergonha de sair de casa, de se divertirem e de terem relacionamentos. Continuar lendo

Acessibilidade desde cedo

A acessibilidade é um tema bastante discutido atualmente, trazendo benefícios não só para as pessoas com deficiência, os idosos ou as pessoas com mobilidade reduzida, como também para a sociedade em geral. Diante da relevância desse tema é que a semente da acessibilidade deve ser plantada desde a infância, de forma lúdica e simples, mostrando para as crianças o valor da aceitação das diferenças, visando a formação de cidadãos em busca de seus direitos e pensando em formas de se melhorar as barreiras, seja física ou atitudinal, impostas pela sociedade.

Com base nisso, o jornalista e cartunista Maurício de Souza formulou uma história em quadrinhos apresentando a Turma da Mônica em situações do dia a dia, lidando com algumas barreiras e mostrando alguns conceitos básicos de forma fácil e atrativa para crianças e jovens.

Para isso, houve a criação de um personagem cadeirante amigo da Turma chamado Luca que, ao se mudar para outro bairro, teve dificuldade no acesso às ruas, à escola. Diante das barreiras encontradas por ele, vários pais se mobilizaram a favor de adaptações e com isso, percebeu-se que havia outras pessoas com deficiência nesse lugar, a exemplo de Dorinha que tem deficiência visual, o Humberto que tem deficiência auditiva e o André, que é autista. Então se modificou alguns espaços, facilitando a vida da vizinhança.

Outro tema importante abordado nessa história é a inclusão social, mostrando o valor das diferenças e que cada um contribui de sua forma para o equilíbrio da sociedade.

Para ler essa história em quadrinhos acesse o site (infelizmente, esta versão não é acessível a pessoas com deficiência visual. Se alguém souber da transcrição, por favor, nos avisa que postamos aqui): Turma da Mônica

 

Fábia Halana Pita

Acessibilidade em gestos simples – II

Como falamos anteriormente no nosso primeiro post sobre “Acessibilidade em gestos simples”, pequenos atos podem contribuir com a acessibilidade e facilitar a vida diária das pessoas com deficiência, idosos ou alguém com mobilidade reduzida. Hoje vai mais uma “dica” (ou apelo) para lembrar que podemos promover a acessibilidade com  simples atitudes.

Em supermercados é comum encontrarmos carrinho de feira em frente às vagas do estacionamento. Quem não leva o carrinho até o local apropriado, poderia deixar perto dos pilares ou afastado das vagas, mas, de jeito nenhum, vamos deixar o carrinho em frente à vaga reservada. Ao fazer isso, tiramos ainda mais possibilidade desta vaga ser utilizada por quem necessita, pois a pessoa precisará descer do carro para remover o obstáculo e voltar, o que já é tarefa complicada para um cadeirante, por exemplo.
O mesmo acontece quando “guardamos” a vaga com cones ou correntes. Na foto a seguir temos as vagas isoladas por cones e um carrinho de feira no estacionamento de um supermercado.
Nesta outra foto notamos que, ao isolar as vagas reservadas com correntes, o banco dá margem para que as pessoas estacionem na frente da vaga, impedindo sua utilização. Neste caso, vemos duas vagas exclusivas totalmente inutilizadas, pois dois carros e uma moto trancam totalmente o acesso a elas. Mas também podemos ser conscientes, não vamos estacionar na frente da vaga exclusiva, senão também estaremos tomando o lugar de quem precisa delas. Continuar lendo