Acesso aos quiosques da orla do Cabo Branco

No ano de 2005 foram iniciadas obras na orla da praia do Cabo Branco e Tambaú, em João Pessoa-PB, onde o primeiro passo foi a mudança de revestimento do calçadão, que passou de pedra portuguesa para cerâmica. Nos últimos anos a orla recebeu guias rebaixadas ao longo de todo o calçadão, além de vagas exclusivas no estacionamento público, ciclovia e faixas de pedestre. As guias foram colocadas em várias outras vias da cidade, não apenas em bairros nobres, e essa adequação chamou a atenção de turistas e moradores, pois logo percebemos a melhoria e a promoção da acessibilidade nestes locais. Em outro post mostraremos os locais e as condições destes rebaixamentos.

Este post veio da vontade de compartilhar com vocês o avanço que percebi (e não somente eu) nos últimos anos como frequentadora deste lugar. Sempre (e realmente não recordo o dia em que isso não aconteceu) que vou aos quiosques da orla ou passear na calçadinha vejo um cadeirante. Claro que, trabalhando nesta área, acabamos “notando” mais a presença de pessoas com deficiência nos lugares aonde vamos. Mas, ao mesmo tempo, também passam despercebidos por tornarmos a inclusão algo natural.

Esse aumento na circulação de pessoas com deficiência e idosos nestes locais pode ser (pode ser) atribuído à melhoria das condições de acesso e de atitudes mais positivas das próprias pessoas. Então vamos ver rapidinho como está o acesso aos quiosques ao longo da orla do Cabo Branco.

Na primeira imagem temos uma das faixas de pedestre da Av. Cabo Branco, acessada por rebaixamento nas duas calçadas pintados em azul com piso tátil de alerta na cor branca, permitindo uma travessia segura. Continuar lendo

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No São João com Audiodescrição

Pelo segundo ano consecutivo, no São João de Caruaru será instalado o Camarote de Acessibilidade, espaço onde as pessoas com deficiência poderão participar do evento.  A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH), e a prefeitura do município. O Camarote funcionará de quinta-feira a domingo, em período noturno. Com esta programação, serão disponibilizadas 900 vagas para convidados (associações, conselhos municipais, regionais, dentre outros). A grande novidade para este ano ficará por conta das 100 vagas para demanda espontânea com inscrições feitas via ouvidoria pelo telefone 0800.081.4421 da SEDSDH. A programação contará ainda com quadrilhas juninas formadas por cegos, surdos e cadeirantes. (Fonte: Site do São João de Caruaru) (notícias também no Blog da Audiodescrição)

A iniciativa, além de necessária, é maravilhosa! Ficamos sempre felizes em saber que a inclusão está chegando a várias áreas do entretenimento, inclusive para quem curte um bom forró. E uma leitora já esteve presente no São João de Caruaru, conheceu e utilizou o camarote da acessibilidade, curtindo o recurso da audiodescrição em eventos pela primeira vez e, claro, adorou. Kátia nos contou um pouco de como foi sua experiência:

Nos dias 7, 8 e 9 do mês corrente fui a Caruaru/PE para participar de um congresso sobre as vantagens e desvantagens das tecnologias para as pessoas com deficiência. Aproveitamos a oportunidade para passear e conhecer a cidade que estava em festa por conta do período junino.

À noite Fomos ao Camarote acessível, com audiodescrição, foi muito legal. Através do fone de ouvido, um narrador descrevia para as pessoas cegas tudo que estava acontecendo na festa, desde a ornamentação até como os cantores estavam vestidos, etc.

Claro que o barulho do ambiente e uma interferência frequente no fone comprometeram muito a audiodescrição, mas louvo a iniciativa dos organizadores do evento, pois o primeiro passo foi dado, agora é ir aperfeiçoando para os próximos anos. (Kátia Leite)

Imagem da internet.

Acessibilidade: “direito legal” de ir e vir

Pensar em acessibilidade significa valorizar a diversidade humana e respeitar os direitos inerentes a todo cidadão, promovendo a igualdade social. É se colocar no lugar do outro que apenas quer desenvolver suas atividades da melhor forma possível, sem constrangimentos ou reclamações.

Hoje abordaremos o conceito de acessibilidade proposto pelo Decreto nº 5.296 e as principais leis relacionadas à temática.

A Constituição de 1988, visando à garantia de direitos humanos, trata também da temática da acessibilidade em seus artigos 227, § 1º, II, e § 2º, e art. 244, porém não traz a perspectiva de igualdade social relacionada a transporte público, ao acesso a informação e serviços. Aborda-se apenas a supressão de barreiras físicas.

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Flagra: veículo de empresa em vaga exclusiva (Estação Ciência)

O flagra foi registrado por Larissa Santos, no estacionamento da Estação Cabo Branco – Ciência, cultura e artes, dia 20/03/2012.

O estacionamento da Estação Ciência conta com 198 vagas. Não sabemos ao certo quantas são reservadas, mas há uma boa quantidade, porém elas não são respeitadas. Neste caso, o veículo de uma empresa de buffet está estacionado na vaga exclusiva a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Comumente, encontramos empresas que precisam descarregar material utilizando a vaga preferencial, pois está mais próxima à entrada. Mas estas vagas não estão ali à toa, elas precisam ser bem localizadas, evitando ao máximo o fluxo dos carros, e interligar-se à rota acessível (como é o caso desta vaga, que está interligada a uma guia rebaixada na calçada). Por isso, de forma alguma, nem por minuto, elas devem ser ocupadas por quem não precisa.

Vimos que a Estação Ciência conta com seguranças e funcionários circulando, inclusive o estacionamento possui uma guarita com funcionários, os quais poderiam fazer a fiscalização e evitar este tipo de atitude por parte dos condutores desavisados.

Larissa Santos