Acessibilidade no Box Cinemas Manaíra

O Box Cinemas Manaíra está localizado no Manaíra Shopping, na cidade de João Pessoa. Em funcionamento desde 2004, este cinema possui 8 salas, inclusive salas com tecnologia 3D.

Esta postagem irá apresentar todo o trajeto necessário para uma pessoa com deficiência se deslocar até a sala do cinema, a começar pelo estacionamento garagem do shopping.

A garagem possui várias vagas reservadas, algumas delas bem em frente a uma das entradas subterrâneas, onde uma foi escolhida por ser a mais próxima do elevador que leva até o cinema. Mesmo existindo espaço adicional de circulação devidamente sinalizado ao lado da vaga, uma das rotas se torna inacessível devido ao posicionamento de um cone (nas cores branco e laranja) e um extintor de incêndio, como pode ser visto na imagem abaixo.

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Acessibilidade desde cedo

A acessibilidade é um tema bastante discutido atualmente, trazendo benefícios não só para as pessoas com deficiência, os idosos ou as pessoas com mobilidade reduzida, como também para a sociedade em geral. Diante da relevância desse tema é que a semente da acessibilidade deve ser plantada desde a infância, de forma lúdica e simples, mostrando para as crianças o valor da aceitação das diferenças, visando a formação de cidadãos em busca de seus direitos e pensando em formas de se melhorar as barreiras, seja física ou atitudinal, impostas pela sociedade.

Com base nisso, o jornalista e cartunista Maurício de Souza formulou uma história em quadrinhos apresentando a Turma da Mônica em situações do dia a dia, lidando com algumas barreiras e mostrando alguns conceitos básicos de forma fácil e atrativa para crianças e jovens.

Para isso, houve a criação de um personagem cadeirante amigo da Turma chamado Luca que, ao se mudar para outro bairro, teve dificuldade no acesso às ruas, à escola. Diante das barreiras encontradas por ele, vários pais se mobilizaram a favor de adaptações e com isso, percebeu-se que havia outras pessoas com deficiência nesse lugar, a exemplo de Dorinha que tem deficiência visual, o Humberto que tem deficiência auditiva e o André, que é autista. Então se modificou alguns espaços, facilitando a vida da vizinhança.

Outro tema importante abordado nessa história é a inclusão social, mostrando o valor das diferenças e que cada um contribui de sua forma para o equilíbrio da sociedade.

Para ler essa história em quadrinhos acesse o site (infelizmente, esta versão não é acessível a pessoas com deficiência visual. Se alguém souber da transcrição, por favor, nos avisa que postamos aqui): Turma da Mônica

 

Fábia Halana Pita

Thiago Diniz, artrite reumatoide juvenil e acessibilidade

Oi, pessoal. Hoje temos o relato de um dos nossos seguidores que, através do espaço “Conte sua história”nos contou um pouco da sua realidade e falou da falta que sente  com relação à acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. 

Meu nome é Thiago Diniz Pereira, tenho 20 anos, atualmente estou graduando Administração no IFPB. Minha deficiência iniciou-se aos sete anos de idade. Amanheci sem conseguir encostar o pé direito no chão. A princípio meus familiares desconfiavam de alguma fratura. Para resumir a ópera, depois de passar por radiografias e alguns exames, nenhuma fratura foi detectada. Depois de passar por alguns médicos, cheguei a uma reumatologista que diagnosticou o meu problema como: Artrite Reumatoide Juvenil.

Essa doença, nada mais é do que uma inflamação que se dá principalmente nas articulações. Até os 14 anos minha vida foi de inconstância quanto a doença. Em épocas eu estava muito bem, em outras mal conseguia andar. As dores sempre foram horríveis. Mas alguns remédios e a fisioterapia me ajudaram a superá-las em inúmeras vezes.

Aos 14 anos comecei a andar com auxílio de muletas, devido a doença se instalar no quadril, especificamente no fêmur direito, o que me impossibilita até hoje de ter uma marcha normal.

A acessibilidade é algo fundamental para quebrar as barreiras da indiferença e do preconceito em si. A pessoa com deficiência quer ter igualdade no acesso a prédios públicos e privados, ambientes turísticos… etc. Acredito que uma política pública especial a pessoas ESPECIAIS é algo que precisa ser executado com visão no amanhã. As cidades precisam ter adaptabilidade. Não apenas em seus bairros principais, mas ampliando isso aos bairros periféricos. É inaceitável, por exemplo, o desnivelamento de calçadas existente nos bairros periféricos da cidade de João Pessoa. Se algum cadeirante ou pessoa com mobilidade reduzida (idosos, muletantes…) quiser andar pela região, tem que ser pela rua, correndo risco de atropelamento.

Perguntamos ao Thiago se a sua deficiência se tornou barreira ou motivação para a busca da sua formação superior e ele nos respondeu:

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Flagra: caixa de autoatendimento do Banco do Brasil

O flagra foi registrado por Larissa Santos, no caixa do Banco do Brasil do antigo posto de gasolina entre a Av. Beira Rio (ou José Américo de Almeida) e a Rua Paulino Pinto, dia 09/05/2012.

Quando cheguei a este caixa havia um senhor, que utilizava uma bengala “T”, saindo do local lentamente. Percebi que seu carro estava bem próximo ao caixa e logo vi o motivo: ele apoiava-se no carro e na bengala para descer os degraus que dão acesso ao caixa.

Com muita dificuldade, ele venceu os degraus na descida, imagina o esforço que deve ter feito para subir os degraus. E se fosse um cadeirante? São dois degraus “apenas”, mas pra quê? Além de não possuir corrimão ou sinalização, esses degraus me parecem desnecessários. Se a elevação para o caixa for realmente necessária, então é preciso construir uma rampa para vencer este desnível e, para isso, há espaço suficiente.

Neste flagra destacamos apenas os degraus, sem levar em consideração os outros quesitos de acessibilidade não contemplados pelo autoatendimento que, como tantos outros, possui o Símbolo Internacional de Acesso (SIA) e não é acessível.

Nas imagens vemos, uma a uma: o carro próximo ao caixa, em seguida um foco nos degraus, depois uma imagem completa do caixa (onde se vê o SIA ao lado da porta) e uma foto da área onde o caixa se localiza (onde percebemos o espaço para a rampa).

 

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Acessibilidade em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI)

O Brasil sempre foi referência por ser constituído de uma população predominantemente jovem, porém, este quadro vem mudando com o envelhecimento destas pessoas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), 12,34% da população brasileira possui mais de 60 anos, o que corresponde a 23 milhões de pessoas, sendo 43,74% homens e 56,26% mulheres. Em 1991 essas pessoas representavam 9,1% do total e estima-se que em 2025 aproximadamente 14% da população brasileira será composta por idosos.

Naturalmente, ao longo da vida, o corpo humano começa a debilitar-se e começam a surgir condições que reduzem nossa mobilidade. Com o aumento do número de idosos no Brasil cresce a necessidade de um replanejamento das políticas públicas, o que pode evitar problemas futuros com os gastos previdenciários e auxiliar na organização social e projetual dos espaços e equipamentos urbanos.

No caso de uma ILPI – Instituição de Longa Permanência para Idosos (antes denominada de Asilo), além da barreira física, a gestão deve promover a eliminação das barreiras socioculturais, incluindo estes indivíduos que por muitas vezes tem suas necessidades negligenciadas e se omitem da convivência na sociedade.

No projeto de uma ILPI devem ser observados vários documentos, como, por exemplo, o Regulamento técnico da ANVISA, o Estatuto do Idoso, a NBR 9050/2004 e o documento de atenção à pessoa idosa do Ministério da Previdência Social (MPAS).

Utilizamos estas referências para analisar a acessibilidade em uma ILPI particular na cidade de Natal – RN, onde é possível ter noção de projeto para um lugar assim. Vocês podem conferir essa análise a seguir.

Portas e Janelas

As portas dos dormitórios possuem vão inferior a 80 cm, dimensão mínima exigida pela NBR 9050, pela ANVISA e pelo MPAS. As portas possuem cor contrastante em relação à parede adjacente, mas não existe luz de vigília sobre a guarnição superior. O travamento é simples, sem uso de trancas ou chaves e a maçaneta da porta encontra-se no padrão recomendado pela ANVISA, estando a 6 cm de distância da abertura da porta.

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