Acessibilidade em gestos simples – II

Como falamos anteriormente no nosso primeiro post sobre “Acessibilidade em gestos simples”, pequenos atos podem contribuir com a acessibilidade e facilitar a vida diária das pessoas com deficiência, idosos ou alguém com mobilidade reduzida. Hoje vai mais uma “dica” (ou apelo) para lembrar que podemos promover a acessibilidade com  simples atitudes.

Em supermercados é comum encontrarmos carrinho de feira em frente às vagas do estacionamento. Quem não leva o carrinho até o local apropriado, poderia deixar perto dos pilares ou afastado das vagas, mas, de jeito nenhum, vamos deixar o carrinho em frente à vaga reservada. Ao fazer isso, tiramos ainda mais possibilidade desta vaga ser utilizada por quem necessita, pois a pessoa precisará descer do carro para remover o obstáculo e voltar, o que já é tarefa complicada para um cadeirante, por exemplo.
O mesmo acontece quando “guardamos” a vaga com cones ou correntes. Na foto a seguir temos as vagas isoladas por cones e um carrinho de feira no estacionamento de um supermercado.
Nesta outra foto notamos que, ao isolar as vagas reservadas com correntes, o banco dá margem para que as pessoas estacionem na frente da vaga, impedindo sua utilização. Neste caso, vemos duas vagas exclusivas totalmente inutilizadas, pois dois carros e uma moto trancam totalmente o acesso a elas. Mas também podemos ser conscientes, não vamos estacionar na frente da vaga exclusiva, senão também estaremos tomando o lugar de quem precisa delas. Continuar lendo

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Flagra: Ocupação indevida de vaga reservada – Tambiá Shopping

Os flagras a seguir foram enviados pela seguidora Lays Coelho.
Estes dois registros foram feitos no estacionamento do Tambiá Shopping, dia 07/12/11.

“Por incrível que pareça é a mesma vaga, quando cheguei estava o táxi e quando saí, o carro da Energisa. A vaga fica próxima ao elevador e essas pessoas aproveitam pra estacionar e tinha outras do mesmo jeito” Lays Coelho.

Não podemos dizer ao certo se a vaga tem sinalização horizontal, mas, apesar da terminologia incorreta, a sinalização vertical indica que a vaga é exclusiva para pessoas com deficiência. Os dois veículos, aparentemente, não necessitam desta vaga. Um táxi pode levar uma pessoa com deficiência, porém, normalmente, eles deixam a pessoa na entrada do estabelecimento e se retiram. O carro da Energisa – empresa de geração e distribuição de energia elétrica – presta serviço público e não tem nenhum tipo de direito que permita sua permanência neste local. O ideal é que o shopping disponibilize funcionários para fazer a triagem nestas vagas.
Você encontra muitos descasos assim? Mande para nós, temos que alertar, conscientizar e mudar esta situação.

Fábia Halana, paralisia cerebral e acessibilidade

Olá! Depois de um tempo nos dedicando apenas às atividades acadêmicas, finalmente, podemos retomar as atividades do Blog. Durante esse período continuamos recebendo os textos, flagras e histórias de vocês, pelos quais agradecemos muito. A partilha é muito importante para alcançarmos boas discussões e nosso grande objetivo de “divulgar” a acessibilidade. E, para retornarmos, vamos conhecer um pouco da visão de quem realmente vive a cidade e suas dificuldades pela falta de acessibilidade.

Fábia Halana Pita tem 21 anos, é graduanda de Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba, dançarina, estagiária da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD) e possui paralisia cerebral.

PBsembarreiras: Qual a causa da sua deficiência?

Fábia: Na verdade, não tem uma causa certa para minha deficiência, pois nasci “normal”. Aos 4 meses houve uma regressão no meu quadro motor e cognitivo. Então começou uma bateria de exames e consultas médicas. Fui a alguns especialistas e a hipótese mais aceita é que tudo isso foi decorrente da vacina BCG que tomei na fase inicial da vida.

PBsembarreiras: Quais tecnologias assistivas você utiliza para realizar suas atividades? Continuar lendo