Mapas táteis

Ao chegar pela primeira vez em um ambiente procuramos identificar rapidamente todos os elementos que o compõe. Se nós (videntes) vamos ao banco, por exemplo, identificamos logo os caixas eletrônicos do auto-atendimento, com as informações de utilidades específicas (saque, depósito, transferência), a entrada para o caixa e demais portas secundárias. Para uma pessoa com deficiência visual esse reconhecimento será diferente, principalmente se ela estiver sozinha. O piso tátil facilitará o deslocamento e guiará até o atendimento ou caixa eletrônico, mas como saber para qual direção está cada um?

Para auxiliar uma pessoa com deficiência visual a orientar-se nestes casos é importante que sejam disponibilizadas sinalizações como os planos e mapas táteis, facilitando sua primeira referência espacial do local. Estes recursos permitem que a pessoa identifique a direção de cada setor e consiga seguir pelo piso tátil na direção desejada.

Os mapas podem ser utilizados por pessoas cegas ou com baixa visão (normalmente também  incluem-se os idosos) e, para isso, é necessário que eles sejam acessíveis a ambas, com informações em alto relevo combinadas a fontes grandes e contrastantes, facilitando a leitura.  É interessante que o mapa tátil seja de fácil interpretação, intuitivo e direto.

Outras pessoas também podem orientar-se pelo mapa, existem os universais que aliam o Braille, os textos em relevo, as informações sonoras e em tinta. A NBR 9050 especifica que as superfícies dos mapas devem ser horizontais ou inclinadas (até 15% em relação ao piso) contendo informações em Braille e devem ser instaladas à altura entre 0,90 m e 1,10 m. Os planos e mapas devem possuir ainda uma reentrância na sua parte inferior com no mínimo 0,30 m de altura e 0,30 m de profundidade, para permitir a aproximação frontal de uma pessoa em cadeira de rodas.

Por vezes, encontramos alguns estabelecimentos com mapa tátil instalado de forma errada. Assim como acontece com outras tecnologias assistivas que, ao invés de promover a acessibilidade, terminam confundindo ainda mais a vida de quem pretende utilizá-las. No flagra que mandei para o Blog Acessibilidade na Prática tínhamos uma botoeira de chamada do elevador com Braille, mas instalada de cabeça para baixo, pois não procuraram saber o que se lia nos famosos pontinhos.

Em uma agência do Banco do Brasil no Rio de Janeiro encontramos o mapa tátil da foto abaixo. Tomando como referência onde tem escrito “entrada” logo percebemos que o mapa está virado para um lado que confundirá o usuário. O ideal é que ele esteja posicionado de maneira que represente o layout verdadeiro do lugar. Se a entrada está à direita do foto, este mapa deveria rotacionar 90 graus para a esquerda. Aí sim, seria de fácil interpretação e atenderia às necessidades do deficiente visual que o procurasse. Além disso, recomenda-se que ele esteja próximo à porta de entrada.

Você pode saber mais sobre mapas táteis no blog da Helena Degreas com a Paula Katakura. Tem muito arquivo legal sobre o assunto, são vídeos, fotos e projetos que elas desenvolveram. Uma admiração especial por esse projeto que conheci através da professora Helena, quando fizeram maquetes e mapas táteis do sambódromo. Muito bom!!! Apreciem: Mapas táteis

Até o próximo 😉

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Uma resposta em “Mapas táteis

  1. Pingback: Melhorias na acessibilidade para pessoas com deficiência visual – Parte I | Paraíba sem Barreiras

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