Mapas táteis

Ao chegar pela primeira vez em um ambiente procuramos identificar rapidamente todos os elementos que o compõe. Se nós (videntes) vamos ao banco, por exemplo, identificamos logo os caixas eletrônicos do auto-atendimento, com as informações de utilidades específicas (saque, depósito, transferência), a entrada para o caixa e demais portas secundárias. Para uma pessoa com deficiência visual esse reconhecimento será diferente, principalmente se ela estiver sozinha. O piso tátil facilitará o deslocamento e guiará até o atendimento ou caixa eletrônico, mas como saber para qual direção está cada um?

Para auxiliar uma pessoa com deficiência visual a orientar-se nestes casos é importante que sejam disponibilizadas sinalizações como os planos e mapas táteis, facilitando sua primeira referência espacial do local. Estes recursos permitem que a pessoa identifique a direção de cada setor e consiga seguir pelo piso tátil na direção desejada.

Os mapas podem ser utilizados por pessoas cegas ou com baixa visão (normalmente também  incluem-se os idosos) e, para isso, é necessário que eles sejam acessíveis a ambas, com informações em alto relevo combinadas a fontes grandes e contrastantes, facilitando a leitura.  É interessante que o mapa tátil seja de fácil interpretação, intuitivo e direto.

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Acessibilidade em gestos simples

Há várias maneiras de tornar um ambiente interno, meio de transporte ou órgão público acessível. Os locais adaptados (alterados posteriormente para serem acessíveis) ou adequados (originalmente planejados para serem acessíveis) podem receber diversos recursos que garantirão a autonomia, a segurança e o conforto às pessoas com deficiência, tais como: rebaixamento de calçadas, rampas que vençam todos os desníveis, sinalizações em Braille, recursos comunicacionais para os surdos, etc. Mas não precisamos ter um estabelecimento público para “acessibilizar”, pequenos (porém grandiosos) gestos podem contribuir com a acessibilidade e facilitar a vida diária destas pessoas, e o que queremos mostrar para vocês em alguns posts. Aproveitem e repassem a “dica” em uma conversa com o amigo, o pai, a mãe, os irmãos…

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Respeitando o piso tátil

A NBR 9050/2004 caracteriza o piso tátil pela diferenciação de textura em relação ao piso adjacente, sendo destinado a constituir alerta ou linha guia perceptível por pessoas com deficiência visual. Temos dois tipos de piso: o de alerta (aquele de bolinhas) e o direcional (com faixas lineares em relevo). Este piso deve ter, ainda, cor contrastante em relação às áreas adjacentes para permitir a orientação de pessoas com baixa visão. Essa cor diferenciada também serve de alerta para que nós, pessoas que enxergam, não utilizemos aquele recurso.

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