Acessibilidade em: Estação Cabo Branco – Parte II

Nos dias 9 e 10 de setembro, voltamos à Estação Ciência para participar do IV Encontro Paraibano de Empreendedorismo e observamos a acessibilidade da parte de eventos do local. Antes de tudo, queremos agradecer à organização do evento por nos ter concedido o espaço e nos ajudado a inserir nosso material de divulgação sobre o blog e a acessibilidade (Olha). Um muito obrigado especial aos amigos Tarcyo AlvesYuri Carvalho e Guilherme Diniz.

Analisando…

Na saída da rampa que vem do estacionamento, próximo à cantina, vimos que o local dispõe de um telefone TDD, utilizado por pessoas com deficiência auditiva e/ou mudas. Não sabíamos se funcionava, mas nossa parceira e fonoaudióloga Aline Santos fez o teste e constatou o sinal.

Telefone TDD  .

O caminho e os arredores até o auditório foram analisados no primeiro post, vocês podem conferir aqui: Acessibilidade em: Estação Cabo Branco – Ciência, cultura e artes.

Além do auditório, o prédio de eventos possui um pavimento inferior para as salas de Convenções, Administração e Sala de Práticas Educacionais e Artísticas. A descida até lá é feita por meio de uma rampa com inclinação suave, devidamente sinalizada por pisos táteis de alerta e corrimão com duas alturas em ambos os lados. Pensamos que se o corrimão fosse pintado em uma cor contrastante à da parede, ele pudesse ser identificado com mais facilidade por uma pessoa com baixa visão.

O auditório, com capacidade para 501 pessoas, possui espaço reservado para cadeirantes entre as cadeiras em frente ao palco, permitindo a socialização entre todos. Os degraus das escadas entre as cadeiras não possuem faixa contrastante nem iluminação no piso, passando insegurança a quem utiliza, por diminuir a noção de profundidade e distância entre eles.

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Percebemos que não há acesso pela frente do palco para um cadeirante ou alguém com mobilidade reduzida. Mas, vimos que havia outro acesso e fomos lá verificar. Existe uma entrada por trás do palco por meio de uma rampa de 90 cm de largura, com inclinação suave, devidamente sinalizada e corrimão em duas alturas, mas apenas em um dos lados.

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Na saída da rampa, antes de entrar no palco, estão estocados alguns equipamentos e cadeiras, o que reduziu a área de passagem para 70 cm. É importante prestar atenção para não deixar nenhum obstáculo que dificulte a circulação nas rotas acessíveis.

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Olha que legal, além dos banheiros adaptados fora do auditório, o palco também dispõe de um banheiro acessível e unissex para os palestrantes que necessitá-lo. O sanitário foi bem elaborado seguindo as normas de acessibilidade, com puxador horizontal na porta, área de transferência, área de giro, lavatório com área de aproximação, papeleira bem localizada, barras bem instaladas e até um chuveiro com barras de apoio. Porém, o chuveiro não disponibilizava banco fixo para banho, mas vimos uma cadeira de banho em outro sanitário, provavelmente ela poderá ser utilizada nesse também.

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Existe uma falha que achamos que precisa de intervenção positiva urgente. A porta de entrada para o auditório tem um vão suficiente para a passagem de cadeira de rodas, porém, ela é de difícil abertura: não possui maçaneta ou corrimão, nem qualquer indicação sobre para que lado as folhas abrem e são muitooo pesadas. Além disso, confundir o lado de abertura gerava muito problema e até acidentes, tornando-se impossível para uma pessoa com pouca força, pouca mobilidade ou cadeirante. Todas as vezes que fomos abrir tivemos dificuldade, inclusive a Aline se machucou justamente na tentativa de abrir para fazermos a foto. As folhas, por serem muito pesadas, acabaram fechando sozinhas com a mão dela no meio (ai).

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Ah, não esquecemos das medidas daquelas áreas de observação reservadas para cadeirantes ou pessoas de baixa estatura no mirante (aquelas do primeiro post). Elas medem 1,20 x 1,50 m. Realmente, por 30 cm deixaram de fazer um espaço com área de giro para que a pessoa desça com segurança. Mas, ainda gostamos muito dessa iniciativa, só é preciso melhorar 🙂

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Pessoal, ontem o blog fez 1 mês de existência. Nos sentimos muito felizes em promover e divulgar a acessibilidade junto com vocês, não só aqui mas também através do nosso twitter, @PBsembarreias. Esperamos contar cada dia mais com a participação de vocês para que possamos conscientizar a sociedade da necessidade urgente em tornar o mundo acessível.

Obrigado pelo apoio!!!

Até o próximo 😉

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3 respostas em “Acessibilidade em: Estação Cabo Branco – Parte II

  1. Mais uma ótima matéria do Pbsembarreiras… Gosto muito dessas análises, os textos, as fotos… Tá show!!! Parabéns!!! agr a modelo de mão e nariz… rsrsrsrsrs

  2. Pingback: Fábia Halana, paralisia cerebral e acessibilidade | Paraíba sem Barreiras

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